A Lei de Moore faz 50 anos mas pode não durar muito tempo

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Duplicar a capacidade dos processadores a cada dois anos. A previsão feita pelo co-fundador da Intel em 1965 tem sido posta à prova pela evolução da tecnologia, mantendo-se válida ao fim de 50 anos. Mas tudo indica que não aguenta mais uma década.

 

Já no início deste século Andy Grove, presidente da Intel, avisava que a lei definida pelo seu antecessor poderia estar a esgotar-se devido a um problema de perda de energia.

A verdade é que até agora a previsão de que a densidade dos processadores iria duplicar a cada dois anos se mantém inquestionável, e que o 50º aniversário da publicação da investigação na Electronics Magazine, que se assinala amanhã, não sofreu desgaste com a inovação tecnológica dos últimos anos. 

A evolução constante dos semicondutores tem ajudado a impulsionar toda a indústria de computadores, e à medida que os processadores se tornam mais eficientes a miniaturização permite também que se tornem mais pequenos e eficientes em termos energéticos. 

As conquistas nos processadores estenderam-se a muitas áreas para além dos computadores, como os telemóveis, carros e muitos outros equipamentos que hoje se tornam mais inteligentes, como explica Gordon Moore. 

A capacidade de reduzir o número de transístores no mesmo espaço está porém limitada pelas leis da física e a própria Intel já o admitiu. 

A empresa que tem liderado o mercado de processadores nas últimas décadas tem vindo a investir nos processos de fabrico de 14 nanómetros, uma melhoria face aos anteriores 22 nanómetros, que está a ser abandonado. Tudo indica que a Intel conseguirá chegar aos 10 nanómetros no próximo ano e que está já a trabalhar na redução aos 7 nanómetros, que pode estar a funcionar ainda em 2018. 



Assumindo a evolução a cada dois anos prevista na Lei de More, os 5 nanómetros podem ser conseguidos em 2020, com comercialização em 2022, e há muito quem assinale que este será o fim da miniaturização, ainda antes da lei determinada por Gordon Moore atingir os 60 anos. 

A substituição do silício atualmente usado nos processadores por outro tipo de material, como o grafeno, pode ser um dos caminhos. 

O vídeo que reproduzimos abaixo explica o processo de fabrico de 14 nanómetros e as palavras de Gordon Moore sobre a evolução dos semicondutores e o futuro da indústria. 

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