Europeus lembram 200 anos da derrota de Napoleão em Waterloo

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Montagem mostra ator representado o Duque Wellington e o advogado francês Franck Samson, que atuou como Napoleão Bonaparte na celebração dos 200 anos da Batalha de Waterloo, na Bélgica, na quinta (18) (Foto: AFP Photo/John Thys/Emmanuel Dunand)

Descendentes de Napoleão e Duque de Wellington trocaram aperto de mão. Países envolvidos em batalha se reuniram em clima de reconciliação.

 

Duzentos anos depois de terem se enfrentado em uma sangrenta batalha em Waterloo, os europeus se reúnem novamente nesta quinta-feira (18) nesta cidade belga em uma celebração espetacular que deseja lançar uma mensagem de reconciliação.

Os descendentes dos chefes dos exércitos francês, inglês e alemão já se reuniram na quarta-feira (17)  numa cerimónia na fazenda-castelo de Hougoumont, um dos locais emblemáticos desta batalha que em 1815 deixou mais de 10 mil mortos e 35 mil feridos.

O atual duque de Wellington - descendente do vencedor britânico da batalha -, o príncipe Nikolaus Blucher von Wahlstat - descendente do marechal prussiano que permitiu a vitória dos aliados -, e o príncipe Charles Bonaparte, descendente de Napoleão, deram um caloroso aperto de mãos nesta quarta-feira na presença do príncipe Charles da Inglaterra e de sua esposa Camila.

A Bélgica, que durante séculos foi campo de batalha das potências europeias, quis converter a comemoração do bicentenário "em uma oportunidade para lançar uma mensagem de reconciliação e união", segundo o gabinete do primeiro-ministro belga, Charles Michel.

Arthur Wellesley, filho do atual Duque de Wellington, o príncipe Nikolaus Prince Bluecher, descendente do marechal prussiano, o rei da Holanda, Willem-Alexander, e Jean-Christophe Napoleon, descendente de Napoleão Bonaparte, apertam as mãos durante celebração dos 200 anos da Batalha de Waterloo, na Bélgica, na quinta (18) (Foto: Reuters/Yves Herman)

Às 11 horas  em ponto, no momento em que Napoleão lançou o ataque no dia 18 de junho de 1815 contra os exércitos anglo-holandeses de Wellington, o rei Filipe da Bélgica presidiu uma cerimónia internacional ao pé da "Monte do Leão", um monumento lembrando a batalha que foi construído no lugar em 1826.

Os reis de Holanda e Luxemburgo, assim como o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmersmans, acompanharam a cerimónia. França e Alemanha estavam representadas por seus embaixadores.

"É uma pena" que o presidente francês não assista a celebração, disse na quarta-feira Charles Bonaparte. "Não há nenhuma razão para ter vergonha de sua própria história. Waterloo é o início de uma lenda, Napoleão é um personagem mundialmente conhecido", afirmou o descendente de Jérôme Bonaparte, irmão de Napoleão, que lutou em Waterloo.

Comemoração
Também não estavam presentes na celebração os membros de maior destaque da família real britânica, que acompanharam na catedral de St. Paul, em Londres, uma cerimônia em memória dos soldados mortos em Waterloo, uma cidade que atualmente muitos associam apenas à canção do Abba ou com uma estação do metrô em Londres.

O príncipe Charles e a duquesa Camilla deixam cerimônia pelos 200 anos da Batalha de Waterloo, na catedral de St. Paul, em Londres, na quinta (18)
(Foto: Reuters/Kirsty Wigglesworth/Pool)

Foi possível ver, no entanto, o rei Willem-Alexander da Holanda - cujo ancestral, o príncipe William de Orange, foi ferido em Waterloo - em outro aperto de mãos simbólico nos descendentes dos principais protagonistas da batalha.

As grandes cerimônias de celebração que começam nesta quinta-feira durarão até sábado e os 180 mil ingressos colocados à venda foram vendidos rapidamente.

Nesta quinta-feira, a partir das 22h45 (17h45 de Brasília) será realizado um grande espetáculo pirotécnico chamado "Inferno" e inspirado em um poema de Victor Hugo.

Um ator vestido como membro da cavalaria do exército de Napoleão posa durante celebração dos 200 anos da Batalha de Waterloo, na Bélgica, na quinta (18)
(Foto: AFP Photo/John Thys)

Na sexta-feira e no sábado à noite mais de 5 mil figurantes com roupas de época, 360 cavalos e uma centena de canhões recriarão os momentos chave da batalha, como o ataque da cavalaria do marechal Ney, a dura resposta de Wellington ou a chegada no último minuto dos reforços de Blucher, que determinaram a derrota dos franceses.

A batalha de Waterloo ocorreu após o retorno do exílio de Napoleão da ilha de Elba. Em poucas semanas ele reconstruiu o exército francês, que na campanha da Bélgica chegou a ter mais de 93 mil homens.

Em Waterloo pôde enfrentar por dez horas as forças aliadas (britânicas, alemãs e belgo-holandesas) de Wellington e o exército prussiano do marechal Blucher, que somavam um total de 125 mil homens.

Mas a disputa terminou com a derrota de Napoleão, que abdicou no dia 22 de junho e morreu prisioneiro dos ingleses no dia 5 de maio de 1821 em Santa Elena, uma ilha do Atlântico Sul.

Atores vestidos como soldados britânicos exibem bandeira regimental durante celebração dos 200 anos da Batalha de Waterloo, na Bélgica, na quinta (18)
(Foto: AFP Photo/John Thys)

 

 

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