Museu 11 de Setembro inaugurado em Nova Iorque

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Barack e Michelle Obama estiveram esta quinta-feira na cerimónia de abertura do espaço que não quer deixar esquecido o ataque terrorista de 2001.

Abriu hoje oficialmente em Nova Iorque o National September 11 Memorial and Museum, descrito por Barack Obama no seu discurso como "um lugar sagrado de cura e esperança". A generalidade do público só poderá visitá-lo a partir de quarta-feira.

Treze anos após os atentados do 11 de Setembro, milhares de familiares de vítimas, sobreviventes, elementos das equipas de socorro da época, Bill e Hillary Clinton, Michelle Obama e várias personalidades locais juntaram-se hoje neste museu subterrâneo, construído na base das Torres Gémeas.

No discurso de inauguração, o Presidente dos Estados Unidos apelidou este museu como "um lugar sagrado de cura e esperança" e prestou homenagem ao "verdadeiro espírito do 11 de Setembro:o amor, a compaixão e o sacrifício"."Aqueles que perdemos vivem em nós" e serão honrados pela nação "hoje e para sempre", disse Obama.

"Nada nos consegue quebrar, nada consegue mudar quem somos enquanto americanos", acrescentou o Presidente norte-americano na cerimónia que decorreu no Foundation Hall do museu e que durou cerca de uma hora.

"Aqui, neste memorial, (...) vemos as caras de cerca de três mil inocentes, homens, mulheres e crianças de todas as raças e de todas as crenças, originários do mundo inteiro", sublinhou Obama, acrescentando que este museu irá contar a história destas pessoas "para que as gerações futuras nunca esqueçam".

Na mesma intervenção, o governante salientou que "nenhum ato de terrorismo pode competir com a força e o carácter" dos Estados Unidos, mencionando o caso de um homem de 24 anos que salvou várias pessoas que estavam encurraladas numa das torres atingidas pelos ataques, antes de perder a vida quando o edifício desmoronou.

Este homem, que permaneceu anónimo durante muito tempo, foi identificado mais tarde como Welles Crowther.

Após a intervenção de Obama, a mãe de Welles Crowther e uma mulher que foi salva, há quase 13 anos, pelo jovem de 24 anos subiram ao palco da cerimónia e foram saudadas pelo chefe de Estado.

Antes da cerimónia de inauguração, Obama já tinha visitado o museu na companhia da mulher, Michelle, e de Bill e Hillary Clinton. Nesta visita, os dois casais dedicaram muita atenção a um veículo dos bombeiros destruído e um mural que mostra as fotos de todas as vítimas.

Este museu será "uma marca sagrada do nosso passado", à semelhança de Gettysburg, Pearl Harbour e o memorial do Vietname, sublinhou o ex-autarca de Nova Iorque, Michael Bloomberg, que chairman do National September 11 Memorial and Museum.

Entre os intervenientes desta inauguração, estiveram também familiares das vítimas, que entre lágrimas contaram as suas lembranças, uma sobrevivente contou a sua história e um bombeiro sublinhou a cadeia de solidariedade organizada após os atentados.

O Museu do 11 de Setembro, cuja construção durou mais tempo do que o previsto e teve um custo de 700 milhões de dólares, estará aberto em permanência durante seis dias para familiares das vítimas, moradores da zona e equipas de socorro da altura. A abertura ao público está marcada para a próxima quarta-feira, dia 21.

Milhares de memórias do dia 11 de Setembro estão expostas no museu, como é caso de um par de sapatos com vestígios de sangue ou de um veículo dos bombeiros destruído, bem como restos das estruturas das duas torres

Também é possível ouvir vários registos sonoros, incluindo as mensagens deixadas em gravadores de mensagens pelas pessoas que estavam encurraladas nas dois edifícios do World Trade Center (WTC), também conhecidos como as Torres Gémeas, atingidos pelos atentados.

O museu pretende prestar homenagem às 2.983 pessoas que morreram nos atentados de 2001, mas também às seis vítimas mortais do primeiro atentado contra o WTC, ocorrido a 26 de fevereiro de 1993.

Os preços dos bilhetes para visitar o museu variam entre os 24 (adulto) e os 15 dólares (menores entre os 7 e os 17 anos). Crianças até aos 6 anos, membros das famílias afetadas pelo 11 de Setembro e pelo ataque de 1993 e elementos envolvidos nas operações de socorro não pagam.

 

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