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domingo, 13 janeiro 2019 12:36

Retirada de tropas dos EUA da Síria ressuscitará Estado Islâmico, dizem combatentes curdos Destaque

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A decisão dos Estados Unidos de se retirarem da Síria permitirá ao Estado Islâmico se reagrupar num momento crucial do conflito, disseram os parceiros curdos dos EUA, depois que aliados ocidentais expressaram alarme com a medida súbita.



As Forças Democráticas da Síria (FDS), que têm apoio dos EUA, disseram que a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar todas as tropas do país também deixaria os sírios “nas garras de partes hostis” que lutam por territórios na guerra de sete anos.

O anúncio feito por Trump reverteu um pilar central da política dos EUA para o Oriente Médio e surpreendeu parlamentares e aliados, que contestaram a reivindicação de vitória do presidente. As FDS, apoiadas por cerca de dois mil soldados dos EUA, estão nos estágios finais de uma campanha para recapturar áreas tomadas por militantes do Estado Islâmico.

No entanto, os curdos encaram a ameaça de uma incursão militar da Turquia, que os considera terroristas, e possíveis avanços de forças sírias apoiadas pela Rússia e o Irão comprometidas a restaurar o controle do presidente Bashar al-Assad sobre todo o país.

Depois de três anos lutando ao lado de forças dos EUA, as FDS disseram que a batalha contra o Estado Islâmico chegou a uma fase decisiva que exige mais apoio, e não uma retirada precipitada dos norte-americanos.

Aliados ocidentais, como França e Reino Unido, também descreveram o brado de vitória de Trump como prematuro. Autoridades disseram que a França manterá seus soldados no norte da Síria por ora porque os militantes do Estado Islâmico não foram eliminados e representam uma ameaça a interesses franceses. “Por ora é claro que vamos ficar na Síria, porque a luta contra o Estado Islâmico é essencial”, disse a ministra de Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau.

A França tem cerca de 1.100 tropas no Iraque e na Síria oferecendo logística, treino e apoio de artilharia pesada, além de caças. Na Síria o país tem dezenas de forças especiais, conselheiros militares e alguns servidores do Ministério de Relações Exteriores.

O ministro da Defesa britânico disse discordar fortemente de Trump. “(O Estado Islâmico) assumiu outras formas de extremismo, e a ameaça ainda é muito grande”, afirmou Tobias Ellwood no Twitter.

Forças dos EUA começam a deixar Síria, autoridades veem retirada total

Os Estados Unidos anunciaram que começaram a retirar suas forças da Síria, e autoridades disseram que o país cogita remover todos seus soldados agora que encerra sua campanha para retomar territórios antes ocupados pelo Estado Islâmico.

“Começamos a mandar tropas dos Estados Unidos para casa agora que passamos para a próxima fase desta campanha”, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, num comunicado emitido depois que o presidente norte-americano, Donald Trump,  “derrotamos o ISIS (Estado Islâmico) na Síria, minha única razão para estar lá”.

O comunicado de Sarah não deixou claro de imediato se todos os cerca de 2 mil soldados dos EUA no país partirão e, em caso positivo, a partir de quando. Ela deu a entender que Washington continuará envolvido até certo ponto.

“Os Estados Unidos e nossos aliados estão a postos para actuar em todos os níveis para defender interesses americanos sempre que necessário, e continuaremos a trabalhar juntos para negar territórios, financiamento e apoio a terroristas islâmicos radicais.”

A decisão de uma retirada total, se confirmada, contradiz suposições a respeito de uma presença militar norte-americana de prazo mais longo na Síria, o que autoridades de primeiro escalão dos EUA postularam para garantir que o Estado Islâmico não consiga se reerguer.

Ela também pode reduzir a influência de Washington na região e minar os esforços diplomáticos para encerrar uma guerra civil que matou centenas de milhares de pessoas na Síria e deslocou cerca de metade da população pré-conflito de 22 milhões de habitantes.

O Departamento de Estado dos EUA retirará todo seu pessoal da Síria dentro de 24 horas, disse um funcionário norte-americano graduado à Reuters.

Relatos de uma retirada militar total renderam críticas de imediato, inclusive de alguns dos colegas republicanos de Trump.

Trump já expressou um desejo forte de chamar as tropas de volta quando possível,  ele não vê razões adicionais para permanecer.

Autoridades dos EUA que conversaram com a Reuters sob condição de anonimato não revelaram detalhas das deliberações sobre o recuo das tropas, e a ocasião não ficou clara de imediato.

Mas um funcionário contou à Reuters que parceiros e aliados foram consultados. Dois outros disseram que uma decisão já foi tomada, mas não foi possível confirmá-lo imediatamente.

Fonte: DefesaNet

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