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sexta, 27 dezembro 2019 10:40

Índice de Desenvolvimento Humano

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para ajudar a classificar os países como desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos em nível nacional. Cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades sub-nacionais como estados, cidades, aldeias, etc.

O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no seu relatório anual.

O sistema é muito criticado, entre outros motivos, por não ser indicativo de real progresso humano; de acordo com o índice, por exemplo, um país como a Arábia Saudita tem uma das melhores classificações.

Origem

 
Mahbub ul Haq
 
Amartya Sen

O IDH surge no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e no Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH). Estes foram criados e lançados pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq em 1990 e teve como objectivo explícito: "Desviar o foco do desenvolvimento da economia e da contabilidade de rendimento nacional para políticas centradas em pessoas." Para produzir os RDHs, Mahbub ul Haq reuniu um grupo de economistas bem conhecidos, incluindo: Paul Streeten, Frances Stewart, Gustav RanisKeith Griffin, Sudhir Anand e Meghnad Desai. Mas foi o trabalho de Amartya Sen sobre capacidades e funcionamentos que forneceu o quadro conceptual subjacente. Haq tinha certeza de que uma medida simples, composta pelo desenvolvimento humano, seria necessária para convencer a opinião pública, os académicos e as autoridades políticas de que podem e devem avaliar o desenvolvimento não só pelos avanços económicos, mas também pelas melhorias no bem-estar humano. Sen, inicialmente se opôs a esta ideia, mas ele passou a ajudar a desenvolver, junto com Haq, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Sen estava preocupado de que seria difícil capturar toda a complexidade das capacidades humanas em um único índice, mas Haq o convenceu de que apenas um número único chamaria a atenção das autoridades para a concentração económica do bem estar humano.

Critérios de avaliação

 

A partir do relatório de 2010, o IDH combina três dimensões:

  • Uma vida longa e saudável: Expectativa de vida ao nascer
  • O acesso ao conhecimento: Anos Médios de Estudo e Anos Esperados de Escolaridade
  • Um padrão de vida decente: PIB (PPC) per capita

Até 2009, o IDH usava os três índices seguintes como critério de avaliação:

  • Índice de educação: Para avaliar a dimensão da educação o cálculo do IDH considera dois indicadores. O primeiro, com peso dois, é a taxa de alfabetização de pessoas com quinze anos ou mais de idade — na maioria dos países, uma criança já concluiu o primeiro ciclo de estudos (no Brasil, o Ensino Fundamental) antes dessa idade. Por isso a medição do analfabetismo se dá, tradicionalmente a partir dos 15 anos de idade. O segundo indicador é a taxa de escolarização: somatório das pessoas, independentemente da idade, matriculadas em algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. Também entram na contagem os alunos supletivo, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária, nesta área também está incluído o sistema de equivalências Rvcc ou Crvcc, apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.
  • Longevidade: O item longevidade é avaliado considerando a expectativa de vida ao nascer. Esse indicador mostra a quantidade de anos que uma pessoa nascida em uma localidade, em um ano de referência, deve viver. Reflecte as condições de saúde e de salubridade no local, já que o cálculo da expectativa de vida é fortemente influenciado pelo número de mortes precoces.
  • Renda: A renda é calculada tendo como base o PIB per capita (por pessoa) do país. Como existem diferenças entre o custo de vida de um país para o outro, a renda medida pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do Poder de Compra), que elimina essas diferenças.

Metodologia

Actual

No Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010 o PNUD começou a usar um novo método de cálculo do IDH. Os três índices seguintes são utilizados:

1. Expectativa de vida ao nascer 

2. Índice de educação {\frac  {{\sqrt[ {2}]{IAME\times IAEE}}-0}{0,951-0}}

2.1 Índice de Anos Médios de Estudo (IAME) ={\frac  {AME-0}{13,2-0}}
2.2 Índice de Anos Esperados de Escolaridade (IAEE) = {\frac  {AEE-0}{20,6-0}}

3. Índice de rendimento (IR) = \frac{ln(Rendapc) - ln(163)} {ln(108.211) - ln(163)}

Finalmente, o IDH é a média geométrica dos três índices anteriores normalizados:

  • IDH={\sqrt[ {3}]{EV\times EI\times IR}}.

Legenda:

  • {\mathrm  {EV}} = Expectativa de vida ao nascer
  • {\mathrm  {AME}} = Anos Médios de Estudo
  • {\mathrm  {AEE}} = Anos Esperados de Escolaridade
  • {\mathrm  {PIBpc}} = Produto Interno Bruto (Paridade do Poder de Compra) per capita

Antiga

Até 2009, para calcular o IDH de uma localidade, fazia-se a seguinte média aritmética:

  • {\mathrm  {IDH}}={\frac  {{\mathrm  {L}}+{\mathrm  {E}}+{\mathrm  {R}}}{3}} (onde {\mathrm  {L}} = Longevidade, {\mathrm  {E}} = Educação e {\mathrm  {R}} = Rendimento)
  • {\mathrm  {L}}={\frac  {{\mathrm  {EV}}-25}{60}}
  • {\mathrm  {E}}={\frac  {2{\mathrm  {TA}}+{\mathrm  {TE}}}{3}}
  • {\mathrm  {R}}={\frac  {\log _{{10}}{\mathrm  {PIBpc}}-2}{2,60206}} nota: pode-se utilizar também a renda per capita (ou PNB per capita).

Legenda:

  • {\mathrm  {EV}} = Expectativa de vida ao nascer;
  • {\mathrm  {TA}} = Taxa de Alfabetização;
  • {\mathrm  {TE}} = Taxa de Escolarização;
  • \log _{{10}}{\mathrm  {PIBpc}} = logaritmo decimal do PIB per capita.

Relatório de 2019

Abaixo estão listados apenas os países de desenvolvimento humano muito alto:

Posição País IDH
Estimativas de 2018 (publicadas em 2019)

Mudança em relação ao ranking do ano anterior Estimativas de 2018 (publicadas em 2019) Mudança em relação ao ranking do ano anterior
1 Estável  Noruega 0,954 Aumento 0,001
2 Estável  Suíça 0,946 Aumento 0,003
3 Aumento (1)  Irlanda 0,942 Aumento 0,003
4 Aumento (1)  Alemanha 0,939 Aumento 0,001
4 Aumento (3)  Hong Kong 0,939 Aumento 0,003
6 Baixa (3)  Austrália 0,938 Aumento 0,001
6 Estável  Islândia 0,938 Aumento 0,003
8 Estável  Suécia 0,937 Aumento 0,002
9 Estável  Singapura 0,935 Aumento 0,001
10 Estável  Países Baixos 0,933 Aumento 0,001
11 Estável  Dinamarca 0,930 Aumento 0,001
12 Aumento (3)  Finlândia 0,925 Aumento 0,001
13 Baixa (1)  Canadá 0,922 Aumento 0,001
14 Aumento (2)  Nova Zelândia 0,921 Aumento 0,001
15 Baixa (1)  Reino Unido 0,920 Aumento 0,001
15 Baixa (2)  Estados Unidos 0,920 Aumento 0,001
17 Estável  Bélgica 0,919 Aumento 0,002
18 Estável  Liechtenstein 0,917 Aumento 0,001
19 Estável  Japão 0,915 Aumento 0,002
20 Estável  Áustria 0,914 Aumento 0,002
21 Estável  Luxemburgo 0,909 Aumento 0,001
22 Estável  Israel 0,906 Aumento 0,002
22 Aumento (1)  Coreia do Sul 0,906 Aumento 0,002
24 Aumento (1)  Eslovênia 0,902 Aumento 0,003
25 Aumento (1)  Espanha 0,893 Aumento 0,002
26 Aumento (1)  República Checa 0,891 Aumento 0,003
26 Baixa (2)  França 0,891 Aumento 0,001
28 Aumento (1)  Malta 0,885 Aumento 0,002
29 Baixa (1)  Itália 0,883 Aumento 0,002
30 Estável  Estônia 0,882 Aumento 0,003
31 Aumento (1)  Chipre 0,873 Aumento 0,002

 

Posição País IDH
Estimativas de 2018 (publicadas em 2019) Mudança em relação ao ranking do ano anterior Estimativas de 2018 (publicadas em 2019) Mudança em relação ao ranking do ano anterior
32 Baixa (1)  Grécia 0,872 Aumento 0,001
32 Aumento (1)  Polônia 0,872 Aumento 0,004
34 Aumento (2)  Lituânia 0,869 Aumento 0,003
35 Baixa (1)  Emirados Árabes Unidos 0,866 Aumento 0,002
36 Baixa (1)  Andorra 0,857 Aumento 0,005
36 Aumento (4)  Arábia Saudita 0,857 Aumento 0,001
36 Aumento (2)  Eslováquia 0,857 Aumento 0,003
39 Aumento (2)  Letónia 0,854 Aumento 0,004
40 Aumento (2)  Portugal 0,850 Aumento 0,002
41 Baixa (4)  Qatar 0,848 Estável
42 Aumento (2)  Chile 0,847 Aumento 0,002
43 Baixa (4)  Brunei 0,845 Aumento 0,002
43 Aumento (2)  Hungria 0,845 Aumento 0,004
45 Baixa (2)  Bahrain 0,838 Baixa 0,001
46 Estável  Croácia 0,837 Aumento 0,002
47 Aumento (1)  Omã 0,834 Aumento 0,001
48 Baixa (1)  Argentina 0,830 Baixa 0,002
49 Estável  Rússia 0,824 Aumento 0,002
50 Aumento (3)  Bielorrússia 0,817 Aumento 0,002
50 Aumento (9)  Cazaquistão 0,817 Aumento 0,004
52 Baixa (1)  Bulgária 0,816 Aumento 0,003
52 Baixa (2)  Montenegro 0,816 Aumento 0,003
52 Estável  Romênia 0,816 Aumento 0,003
55 Aumento (6)  Palau 0,814 Aumento 0,003
56 Aumento (2)  Barbados 0,813 Estável
57 Baixa (1)  Kuwait 0,808 Baixa 0,001
57 Baixa (2)  Uruguai 0,808 Aumento 0,001
59 Aumento (5)  Turquia 0,806 Aumento 0,001
60 Baixa (6)  Bahamas 0,805 Aumento 0,001
61 Baixa (4)  Malásia 0,804 Aumento 0,002
62 Estável  Seychelles 0,801 Aumento 0,001

Críticas

O Índice de Desenvolvimento Humano tem sido criticado por uma série de razões, incluindo pela não inclusão de quaisquer considerações de ordem ecológica, focando exclusivamente no desempenho nacional e por não prestar muita atenção ao desenvolvimento de uma perspectiva global. Dois autores afirmaram que os relatórios de desenvolvimento humano "perderam o contacto com sua visão original e o índice falha em capturar a essência do mundo que pretende retratar." O índice também foi criticado como "redundante" e uma "reinvenção da roda", medindo aspectos do desenvolvimento que já foram exaustivamente estudados. O índice foi ainda criticado por ter um tratamento inadequado de renda, falta de comparabilidade de ano para ano, e por avaliar o desenvolvimento de forma diferente em diferentes grupos de países.

O economista Bryan Caplan criticou a forma como as pontuações do IDH eram produzidas até 2009; cada um dos três componentes são limitados entre zero e um. Como resultado disso, os países ricos não podem efectivamente melhorar a sua classificação em certas categorias, embora haja muito espaço para o crescimento económico e longevidade. "Isso efectivamente significa que um país de imortais, com um infinito PIB per capita iria obter uma pontuação de 0,666 (menor do que a África do Sul e Tajiquistão), se sua população fosse analfabeta e nunca tivesse ido à escola." Ele argumenta: "A Escandinávia sai por cima de acordo com o IDH, porque o IDH é basicamente uma medida de quão escandinavo um país é."

As críticas a seguir são geralmente dirigidas ao IDH: de que o índice é uma medida redundante que pouco acrescenta ao valor das acções individuais que o compõem; que é um meio de dar legitimidade às ponderações arbitrárias de alguns aspectos do desenvolvimento social; que é um número que produz uma classificação relativa; que é inútil para comparações inter-temporais; e que é difícil comparar o progresso ou regresso de um país uma vez que o IDH de um país num dado ano depende dos níveis de expectativa de vida ou PIB per capita de outros países no mesmo ano. No entanto, a cada ano, os estados-membros da ONU são listados e classificados de acordo com o IDH. Se for alta, a classificação na lista pode ser facilmente usado como um meio de engrandecimento nacional, alternativamente, se baixa, ela pode ser utilizada para destacar as insuficiências nacionais. Usando o IDH como um indicador absoluto de bem-estar social, alguns autores utilizaram dados do painel de IDH para medir o impacto das políticas económicas na qualidade de vida.

Gustav Ranis, e dois outros autores, criticam o índice pelo seu reducionismo e sugerem a inclusão de mais vectores do desenvolvimento humano. Para estes autores, o IDH é uma medida bastante incompleta do desenvolvimento humano, deixando de parte muitos aspectos da vida que são fundamentais: o bem-estar mental, a autonomia e emancipação dos indivíduos, a liberdade política, as relações sociais, o bem-estar das comunidades, as desigualdades (incluídas as de género), as condições de trabalho e lazer, a segurança política e económica, e o ambiente. Onze novas categorias de indicadores forneceriam um melhor retrato dos países alvo do IDH.

Referências

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