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sábado, março 23, 2019
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segunda, 11 março 2019 11:18

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO CARRO DE COMBATE Destaque

Escrito por pelo Aspirante – Aluno de Cavalaria, Sérgio Filipe Correia Duarte
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Relativamente à evolução dos Carros de Combate, é importante realçar alguns aspectos importantes, desde o seu aparecimento, até aos dias de hoje. Os Carros de Combate foram-se modernizando e adaptando às exigências do campo de batalha e sofrendo as influências da evolução tecnológica.

O Carro de Combate não foi obra do acaso, surgiu de uma necessidade do combatente se proteger dos golpes do inimigo, de se deslocar e de obter maior rendimento das suas armas (Santos, 2009). O Carro de Combate surgiu durante a 1ª Guerra Mundial, sendo esta caracterizada por ser uma guerra de trincheiras.

Os combates eram estáticos e dominados pelas armas automáticas. Era necessário ultrapassar as trincheiras de forma eficaz, com o menor número de baixas possível. Em 1916, um Tenente da Aeronáutica Naval, criou um Carro de Combate suficientemente capaz de ultrapassar vários obstáculos.

 

Foi designado por Mark 1-Mother, também conhecido por Big Willie. Por questões de segurança e para manter o efeito surpresa por parte dos aliados, este Carro de Combate foi colocado em contentores e enviado para França, como tanque de água. Devido a este facto, surgiu a tendência de se chamarem “Tanques” aos Carro de Combate. Foram utilizados na batalha de Somme em 1916.

Os resultados não foram positivos, embora “…mostraram-se eficazes a assustar os recrutas alemães…” (Trewhitt, 2005, p. 8). Os primeiros Carro de Combate não ofereciam grande confiança e muitas vezes eram usados apenas para apoio da infantaria. Alguns nem sempre foram utilizados de forma mais eficiente. Vários modelos foram criados. Um dos mais marcantes, considerado um marco na história (já referido anteriormente), foi o Renault FT-17, o primeiro a ser equipado com torre giratória (Santos, 2009).

No final da I Guerra Mundial, verificou-se que os Carro de Combate dos países aliados tinham melhor desempenho relativamente aos carros de combate alemães. O mesmo não se verificou na II Guerra Mundial. Ao contrário dos aliados, que usavam os carros no apoio à infantaria, a Alemanha apostava nas formações em massa.

O conceito alemão na II Guerra Mundial de emprego dos Carro de Combate assentava numa grande mobilidade e flexibilidade, conjugadas com a surpresa e a agressividade, e apoiado por artilharia móvel e apoio aéreo. Contudo, por mais potente e invulnerável que seja um Carro de Combate, o seu valor é limitado se não for mecanicamente confiável e disponível em quantidades suficientes.

Um exemplo foi o contra-ataque alemão, através da floresta de Ardennes no final de 1944. Foi parado por falta de combustível, tornando a força de carros de combate impotente e imóvel. O importante a retirar de toda esta evolução, não é o tipo de Carro de Combate construído, mas sim perceber as diferentes dificuldades a que estes foram sujeitos e as consequentes melhorias.

O exemplo de Ardennes é apenas um que ilustra a importância de todo o apoio logístico que os Carro de Combate acarretam para se obter maior rendimento. Outro exemplo, é a forma como estes são aplicados tacticamente. O seu emprego táctico pode ser fundamental e até compensar algumas deficiências na qualidade ou na quantidade de equipamento, até certo ponto.

Com a inevitável evolução dos Carro de Combate, estes tornam-se tecnologicamente cada vez mais complexos, como por exemplo o Leclerc, o M1 Abrams e o Challenger. Por consequência a guarnição do Carro de Combate deve ser cada vez mais e melhor preparada e especializada. Um exemplo do envio de guarnições mal preparadas com equipamentos inferiores para o campo de batalha, foi o caso da Guerra do Golfo de 1991, em que as guarnições iraquianas foram destruídas facilmente pelas forças da coligação. Torna-se visível a importância do treino das guarnições dos Carro de Combate (Trewhitt, 2005).

Fonte: CARRO DE COMBATE LEOPARD 2 A6 – FORMAÇÃO INICIAL E MANUTENÇÃO DAS QUALIFICAÇÕES – O CASO DO EXÉRCITO PORTUGUÊS pelo Aspirante – Aluno de Cavalaria, Sérgio Filipe Correia Duarte

 

Ler 28 vezes Modificado em segunda, 11 março 2019 13:56

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