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sábado, 01 dezembro 2018 20:47

O Mar Morto está a morrer e o assunto é sério (e há o risco de casas engolidas) Destaque

Escrito por Expresso - MAFALDA GANHÃO
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Agua do bíblico lago está a recuar a uma média de mais de um metro por ano e há mais de 6 mil crateras já formadas

á já alguns anos que os especialistas vêm alertando: o Mar Morto está a morrer - passe a espécie de redundância - com a água a recuar a uma média de mais de um metro por ano, o que alterou dramaticamente a paisagem, nomeadamente pelo aparecimento de buracos enormes.

A primeira cratera foi registada no final dos anos 80 do século XX. Atualmente, são mais de 6000, com capacidade para engolir terra, estradas e casas.

Ninguém pode garantir o que acontecerá no futuro, mas os mais pessimistas não hesitam em vaticinar o completo desaparecimento do famoso lago até 2050. A forma de o evitar é discutida há décadas, falando-se agora numa possível solução - que além de complexa implica uma fatura pesada.

Trata-se de um projeto para a construção de um sistema de dessalinização na Jordânia, para transformar parte da água do Mar Vermelho em água potável, bombeando a restante água salgada para o Mar Morto.

Com um custo estimado em 1,5 mil milhões de dólares (mais de 1,3 mil milhões de euros), a obra pode mesmo avançar, esperando-se nas próximas semanas a realização de reuniões para finalizar os detalhes técnicos, segundo a NBC.

Simbólico para cristãos, judeus e muçulmanos, um dos mais antigos manuscritos conhecidos da Bíblia Hebraica, os Manuscritos do Mar Morto foram encontrados na região e uma secção do rio Jordão é também considerada o local do batismo de Jesus Cristo. Mas a ação humana explica em parte as alterações sofridas neste lago, entre Israel e a Jordânia, a quatrocentos metros abaixo do nível do mar.

VÁRIAS CAUSAS PARA UMA MESMA CONSEQUÊNCIA

A extração mineral é uma das causas, com uma indústria poderosa dos dois lados da fronteira. A imensa quantidade de água que é retirada e colocada em piscinas para que possa evaporar, deixando visíveis as substâncias que importam, traduz-se em áreas de terra salina infértil que - quando dissolvida pela água doce - torna-se instável e colapsa.

Consequência desse fenómeno, pelo menos duas das praias de Israel e um resort turístico fecharam, enquanto partes da Rodovia 90 foram simplesmente engolidas.

Por outro lado, o Mar Morto ‘abastece-se’ de água de fontes naturais externas, como o Rio Jordão. A construção de infraestruturas que desviaram água para o abastecimento das populações, a partir da década de 1960, teve influência no caudal do rio, tal como a diminuição das chuvas, estimando-se que o fluxo do rio Jordão tenha caído mais de 90% .

Finalmente, a água está também a evaporar naturalmente e de forma rápida, num processo que poderá acelerar por causa das mudanças climáticas extremas. As previsões apontam para que as temperaturas na área subam de 5 a 11 graus até o final do século, com uma redução provável das chuvas em 30%.

Perante as perspetivas, o tempo urge. O projeto Mar Vermelho/Mar Morto é olhado com otimismo porque, à partida, pode resolver várias questões: a escassez de água doce da região, a estabilização dos níveis do Mar Morto e até influenciar positivamente as relações entre Israel, Jordânia e os palestinos, pela necessidade de colaborarem.

Quanto a prazos, e na melhor das hipóteses, a construção do sistema de dessalinização começará no início de 2021 e levará cerca de três anos e meio a ser concluída.

Ler 40 vezes Modificado em sábado, 01 dezembro 2018 20:52

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