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quarta, 05 setembro 2018 22:51

Herman: “Se daqui a um ano ou dois as coisas não correrem bem, Cristina Ferreira será um corpo descartável” Destaque

Escrito por Noticias Magazine -Entrevista de Nuno Azinheira
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No rescaldo da transferência do ano, a Notícias Magazine falou com Herman José, o anterior protagonista de uma mudança de canal com esta escala.

Há um público da Cristina Ferreira, como há um público do Herman José? Ou o público não é de ninguém?
O publico não é de ninguém. O público é a amante mais desligada que eu conheço. É a amante volúvel. Encantadora, apaixonante, mas volúvel. Quem pense que o publico vai atrás de individualidades está enganado. O público pode é deixar-se levar pelas dinâmicas das estações e elas implicam muita coisa.

Como por exemplo?
Implicam que se consiga aquela fórmula mágica que ninguém domina, a fórmula do sucesso, que é feita de muitos ingredientes. O próprio sucesso da Cristina Ferreira está dependente de muitos fatores, não é só um sucesso dela. Foram a dinâmica e linguagem da TVI que permitiram à Cristina Ferreira ter aqueles resultados. Agora, ela vai ter de se adaptar às dinâmicas da SIC, às linguagens do novo meio, porque a SIC e a TVI, lá por serem ambas privadas, não têm a mesma identidade, o mesmo ADN.

Portanto, quando se muda é errado pensar que há uma transferência linear de públicos…
Sim, a história da televisão portuguesa está cheia desses exemplos, de excelentes profissionais que não tiveram o mesmo sucesso no novo canal. O fenómeno mais recente é o do João Baião. E não foi por culpa dele. Ele tinha um enquadramento na RTP, uma onda de carinho e de apoio, que depois não se verificou com o público da SIC.

Então, se é assim, o que leva um profissional reputado e que está a vencer num canal mudar para a concorrência? É apenas uma questão de dinheiro?
Não necessariamente. A síndrome da mudança, de fugir do enfado e da rotina, é muito habitual. É normal querer experimentar novos meios e viver outras experiências. Às vezes, isso é importante para que vida se torne interessante. Às vezes, depois do nosso balde estar cheio, é preciso dar-lhe um pontapé para voltar a encher.

E se não correr bem, quem sai mais chamuscado: a Cristina ou a SIC?
Um canal é sempre uma gigantesca locomotiva em andamento que não se deixa afetar por pequenas avarias. Nós somos sempre o elo mais fraco. A jogada da Cristina é de muito alto risco, porque, se daqui a um ano ou dois as coisas não correram bem, ela será um corpo descartável. Eu senti isso na SIC.

Há essa hipótese?
Não tenho condições para fazer futurologia. A televisão não é uma ciência exata. Mas como a própria Cristina diz, pode sempre voltar-se a dar dois passos atrás. Ela é nova, vai a tempo de fazer todas as experiências. No meu caso e do Goucha, vamos a caminho dos 70 anos; o milagre é acordar com saúde todos os dias. Ela não, ela está na sua fase imortal. Pode fazer todas as experiências que quiser.

Ler 221 vezes Modificado em quarta, 05 setembro 2018 22:54

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