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domingo, 02 dezembro 2018 10:48

Caos em Paris obriga governo francês a reunir-se de emergência Destaque

Escrito por Expresso
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Emmanuel Macron marca encontro para a manhã de domingo depois de um dia marcado pela violência no centro de Paris. Primeiro-ministro, Edouard Philippe, é obrigado a anular viagem à Polónia para participar na cimeira do clima COP24.

omo aconteceu tamanho protesto neste sábado na capital francesa será uma das perguntas para as quais o chefe de Estado, Emmanuel Macron, quererá resposta. Na Argentina no âmbito da Cimeira do G20, Macron convocou o Governo já para a manhã de domingo para analisar o protesto dos “coletes amarelos”. O primeiro-ministro, Edouard Philippe, estava de saída para a Polónia para o encontro sobre as alterações climáticas mas vai ter de ficar em Paris. A França esteve a ferro e fogo e faltam explicações.

O protesto para exigir mudanças nas políticas para melhorar as condições de vida do movimento dos “coletes amarelos” - criado há 2 semanas para contestar a subida dos impostos sobre os combustíveis - , rapidamente deu lugar a atos de grande violência no coração de Paris. Carros incendiados, lojas saqueadas, pessoas ameaçadas, ruas barricadas foram imagens constantes. Ao final da tarde, as autoridades contabilizavam 22 detidos e 100 feridos, dos quais 20 das forças policiais. O Ministério do Interior afirmou que estiveram nas ruas da cidade perto de 75 mil manifestantes.

Entre os detidos, as autoridades referem elementos de grupos de extrema-direita e de extrema-esquerda que se infiltraram no protesto com o objetivo de provocar confrontos. Atos de vandalismo que foram aumentando de intensidade com a passar das horas e que deu origem, por exemplo, a vários focos de incêndio pela cidade. A autarquia do Alto Loire foi incendiada durante um dos focos de protesto.

Macron já garantiu que os responsáveis pela violência, ataques e vandalismo “serão responsabilizados pelos seus atos”, que, sublinhou “nada têm a ver com a expressão pacífica de uma raiva legítima”, pois “nada justifica que as forças da ordem sejam atacadas, que as lojas sejam saqueadas, que os transeuntes ou os jornalistas sejam ameaçados, que o Arco do Triunfo esteja contaminado.” O Presidente francês assegurou ainda que “nunca aceitará a violência”.

Com o anoitecer a situação está, aparentemente, mais calma, embora ainda “não completamente segura”, reconheceu o ministro francês do Interior, Christophe Castaner. Várias das principais estações de metro continuam encerradas, por exemplo.

COMUNIDADE PORTUGUESA A SALVO

A "comunidade portuguesa está bem", garantiu o primeiro-ministro português, António Costa. "A indicação que temos é que a comunidade portuguesa está bem. Não há qualquer problema". No México para a tomada de posse do Presidente, Andrés Manuel López Obrador, António Costa disse que está a ser feito o "acompanhamento próximo" da situação por parte da embaixada, consulado e rede do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Para o chefe de Governo, "não se deve dramatizar o que são as manifestações normais nos países democráticos". E, "são particularmente normais em países como a França, onde há cerca de 50 anos não me lembro de alguma reforma que não tenha sido acompanhada de movimentos de grandes manifestações."

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
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