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segunda, 10 junho 2019 13:09

O papel do Burkina Faso no combate ao terrorismo Destaque

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O Burkina Faso, que continua a ser um dos países africanos mais afectados pelo terrorismo, como está comprovado pelos recentes ataques que em pouco mais de um mês já mataram dezenas de católicos, acaba de lançar um apelo para a união de esforços dos países membros da CEDEAO no sentido de, juntos, melhor poderem enfrentar este grave problema de segurança regional.

 

O portador do apelo foi o ministro da Integração Africana, o senhor Paul Robert Tiendrebeogo, que aproveitou as recentes comemorações do Dia da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para sensibilizar os países membros desta organização no sentido de unirem os seus esforços na luta global contra o terrorismo naquela região.


Na ocasião, este influente membro do Governo burkinabe disse que os desafios a ultrapassar ainda são numerosos e sublinhou que só com uma forte determinação será possível fazer frente ao fenómeno do terrorismo regional que ceifa um número, infelizmente, crescente de vítimas.


Na realidade, vários países membros da CEDEAO estão confrontados com ataques terroristas que fazem semanalmente dezenas e por vezes centenas de mortos, nomeadamente no Sahel, região onde além do Burkina Faso estão também os Camarões, o Mali, o Níger, a Nigéria e o Chade.


Destes todos, o Burkina Faso tem sido desde o início do ano um dos mais afectados pelo terrorismo, muito devido a três importantes grupos islâmicos que lá se fixaram e que têm vindo a desencadear uma série de ataques, apontando mais recentemente contra cidadãos que professam a Religião Católica.


Só no passado mês de Maio registaram-se cinco ataques armados confirmados contra católicos, três deles realizados no interior das próprias igrejas e quando decorriam cultos religiosos, o que constitui uma novidade no modo de operar dos jihadistas que dantes preferiam fazer rebentar engenhos explosivos dentro ou fora a desses locais.


Alguns especialistas referem que se trata de um modo dos jihadistas mostrarem que “nada nem ninguém” está a salvo da sua “ira” e, também, que o seu raio de acção está a aumentar perante a aparente passividade das autoridades.


Ao mesmo tempo que visam alvos católicos, os jihadistas também têm atacado aldeias e matado membros das autoridades locais e civis suspeitos de colaborarem com os militares, tendo já forçado o encerramento de mil escolas, afectando directamente mais de 150 mil crianças.


Um outro problema que tem subsistido e perturbado a população, prende-se com uma série de abusos cometidos pelas próprias autoridades e por forças anti-terroristas, onde se incluem a execução sumária de elementos das etnias fulani, de maioria amplamente muçulmana, e de grupos semi-nómadas que se movimentam em busca de terras mais aráveis.


Os fulani e os semi-nómadas confrontam-se várias vezes em disputas sangrentas, sendo depois atacados pelas forças anti-terroristas que os tratam como se fossem jihadistas, criando desse modo uma animosidade que frequentemente se traduz em massacres de grande dimensão.

 


Nalguns casos, grupos terroristas juntam-se aos fulani para impedir que os semi-nómadas lhes ocupem as terras, recebendo em troca ajuda logística e um esconderijo seguro onde podem viver durante algum tempo.


Esta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Alpha Barry, chamou a atenção da comunidade internacional dizendo que o seu país deveria merecer uma maior atenção e receber um outro tipo de ajuda, em especial dos países vizinhos do Sahel, uma vez que é o único que está em condições de impedir que os terroristas penetrem na região através da linha costeira.


No essencial, as autoridades burkinabes lamentam, com alguma razão, que os seus vizinhos não cuidem melhor das suas fronteiras, o que possibilita a constante fuga de terroristas e de contrabandistas para o interior do país.
Para tentar minimizar o problema, o Burkina Faso declarou em Dezembro do ano passado a instauração do estado de emergência nalgumas regiões do país, onde as forças de segurança passaram a ter poderes para restringir a liberdade de movimentos de pessoas e de grupos suspeitos.


Sendo o Burkina Faso um dos países mais pobres do continente africano, que aplica metade do seu orçamento nos sectores da Defesa e da Segurança, facilmente se entende que seja também um dos grandes centros de recrutamento de que se servem os diferentes grupos terroristas para aumentarem o seu exército de fanáticos, através de captação de descontentes com as condições sociais que o Governo lhes oferece para viverem.


Mesmo com as doações internacionais e com a presença na região de 4,500 militares franceses, ao abrigo da denominada “Operação Barkhane”, sem a união entre todos os membros do Shael não será possível levar de vencida a acção dos terroristas nem de estes mostrarem o respeito que a vida humana lhes deveria merecer.

Fonte: Jornal Angola

Ler 92 vezes Modificado em segunda, 10 junho 2019 13:42

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