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quinta, 12 setembro 2019 10:40

Aguarela Destaque

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aguarela  é uma técnica de pintura na qual os pigmentos se encontram suspensos ou dissolvidos em água. Os suportes utilizados na aguarela são muito variados, embora o mais comum seja o papel com elevada gramagem. Isso porque é necessário que o papel seja mais grosso visto a utilização da água, fazendo com que não haja deformações no papel. São também utilizados como suporte o papiro, casca de árvore, plástico, cartolina, couro, tecido, madeira e tela.

A aguarela é necessária a quem deseja aprender outras técnicas de pintura, já que envolve o protagonismo da água, um elemento de difícil manuseio. Além disso, esta técnica obriga subtileza e cuidado na execução. A intensidade e a transparência das cores, as possibilidades cromáticas e a sensibilidade em se colocar as tintas no suporte são importantíssimas e são características que serão úteis nas demais técnicas de pintura.

História da aguarela


A aguarela é uma técnica muito antiga cujo aparecimento se supõe estar relacionado com a invenção do papel e dos pincéis de pelo de coelho, ambos surgidos na China há mais de 2000 anos. Encontram-se antecedentes na cultura chinesa e japonesa, que dominavam a técnica de pintar com a água.

No ocidente, há vários exemplos do emprego desta técnica desde a Idade Média, como Tadeo Gaddi, discípulo de Giotto. Ele viveu até 1366, e teria produzido uma série de desenhos aguarelados, feitos sobre papel tipo pergaminho. Iluministas medievais usaram a aguarela para a ilustração de livros e códices, antes do guache começar a ser usado.

The tuft of grass MINOR - Albrecht Durer

O método foi utilizado por artistas flamengos, e amplamente empregado em Florença e Veneza. Foi com Albert Dürer, considerado o pai deste processo pictórico no Ocidente, que a aguarela pode resistir ao tempo, já que ele deixou pelo menos 120 obras suas.

 

Em 1550, um artista de nome John White participou da expedição de Sir Walter Raleigh, registando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo. Mas foi somente no século XVIII que a técnica passou a ser considerada como um método autónomo e independente, difundida em toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”. Neste momento surgem nomes como Alexander Cozens, o poeta pintor William Blake, John S. Cotman, Peter de Wint e John Constable, mas foi sem duvida William Turner quem melhor soube explorar suas possibilidades; e muitos desconhecem que Turner produziu 19.000 aguarelas, o que lhe garante o título de maior aquarelista de todos os tempos. Já foi mencionado que Turner teria influenciado os pintores impressionistas, mas há quem ouse afirmar que a aguarela exerceu tamanha influência sobre Turner, a ponto de este experimentar na pintura a óleo as mesmas possibilidades cromáticas, através da aplicação de camadas bastante delgadas e sobrepostas, com muita luminosidade.

A aguarela há muito tempo se tornara um hábito nas cortes europeias, o que lhe dava certo “ar” de futilidade. Embora surgissem novos pintores aquarelistas, esta técnica começa a ser vista com preconceito. A aguarela foi menos popular na Europa Continental. No Século XVIII, o guache era um meio importante para os artistas italianos Marco Ricci e Francesco Zucarelli, famosos por suas pinturas de paisagens.

Com o passar dos anos, surge uma grande contradição em torno deste método, notadamente no Brasil, onde a aguarela é vista como um método escolar. Apreciada por alguns, desprezada por outros e incompreendida por muitos, o certo é que a aguarela deve ser defendida pelas suas qualidades intrínsecas, como uma técnica em si mesma.

Materiais do aquarelista 

Além dos suportes já citados nos quais a arte será realizada, são necessários outros materiais e utensílios. São eles:

  • Estojo com as tintas em formato de pastilhas secas. São comercializados e fáceis de se encontrar;
  • Pincéis com pelos macios e suaves e de preferência redondos;
  • Recipientes menores para colocar água e um recipiente maior para lavar os pincéis quando necessário. É importante lembrar que os pincéis devem estar sempre muito limpos;
  • Pano, esponja ou papel-toalha;
  • Fita adesiva para fixar o papel ou o suporte escolhido na superfície na qual o trabalho será realizado;
  • Lápis e borracha para desenhar e apagar, se for preciso;
  • Paleta de plástico ou gode. As misturas de tinta podem ser feitas no próprio estojo de aguarela, mas é sempre bom ter uma opção além do estojo.

Elaboração da cor

Geralmente, as tintas da aguarela são encontradas em estojos com pastilhas secas. Mas também podem ser apresentadas em cápsulas semi-úmidas ou em consistência líquida. Na forma líquida, os frascos e tubos têm a mesma qualidade se comparados às pastilhas secas.

Nas concavidades do próprio estojo ou da paleta plástica, as misturas de cores são feitas com a água.

 

Técnicas

Enquanto em outras técnicas, como a pintura a óleo, o pastel e o lápis de cor, a aplicação das cores é totalmente controlável, na aguarela, a mistura da tinta com a água pode resultar em cores inesperadas. Por isso, os efeitos no suporte podem ser surpreendentes.

A aguarela é muito usada na construção de paisagens, já que é fácil realizar efeitos de atmosfera e profundidade, além de fenómenos naturais, como o nevoeiro, a tempestade, um dia de sol ou nublado e a neve.

A técnica da aguarela permite conservar as cores e a transparência. A cor branca não é usada, já que é substituída pelo fundo do papel, que também é branco. Além disso, uma vez que a pincelada encontra o papel e a cor é colocada, não é possível corrigir. Por isso, a aguarela é um trabalho de execução rápida, no qual o acabamento definitivo só depende do tempo e secagem da água.

A aguarela é usada também como preenchimento das cores de fundo em desenhos detalhistas e construídos a partir de traços, como os que são feitos com canetas de tinta nanquim.

Aguarela húmida

 

A aguarela húmida é feita a partir do efeito da mistura entre a água e as tintas. É chamada de úmida porque é realizada na superfície previamente molhada. Ou seja, antes de iniciar a pintura, o papel ou a superfície escolhida estão húmidos.

Por isso, nessa técnica, a espontaneidade e a rapidez na execução são importantes, uma vez que o pincel entrou em contato com a superfície. Assim, é necessário que o pintor escolha as tintas e combinações que serão usadas na obra com antecedência.

O artista que escolhe a técnica da aguarela úmida espera como resultados frescura, vivacidade e reproduzir o que é transitório e instantâneo.

Aguarela seca

Ao contrário da aguarela húmida, na aguarela seca o suporte não é humedecido previamente. O que trará umidade à obra será o próprio pincel molhado com a mistura de tintas. A tinta pode ser aplicada diversas vezes. Sempre que for aplicar novamente, o pintor deve aguardar a primeira demão secar.

A aguarela seca tem um acabamento e uma perfeição maior, já que o resultado inclui traços mais definidos.

Referências

  • Significados.com.br. «O que é aguarela». Consultado em 19 de janeiro de 2014
  • Brown, David Blayney (2008). Turner Watercolours. [S.l.]: Tate Publishing. 128 páginas
  • Técnicas de Pintura e Desenho. Madrid: Ediciones Genesis. 1992

 

Ler 102 vezes Modificado em quinta, 12 setembro 2019 18:51

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